Ana Sabina
AMOR É SENTIR
Do amor eu nada sei Além do que pulsa em mim Nada além do que vejo Pela janela de minha alma É colorido Sim, também é florido E exala doce perfume Suave e fluido como água doce Se eu pudesse retê-lo nas mãos Eu não saberia onde pôr Como um pôr do sol No final da tarde Vejo, sinto e só posso contemplá-lo Há quem diga que ele é avassalador Mas não machuca, destrói, acaba É inesgotáveis como a água salgada É maior que o próprio mar Nada sei sobre o amor Além do que vejo Um sonho acordado Além do que sinto Com verdade e profundidade Ele é a segurança e a paz O confiar de olhos fechados É o alívio da ferida curada O preencher dos espaços Nada sei sobre o amor Além do que sinto A fome saciada A volta do noivo esperado.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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