O Amor é Um Grito · página 271

Andressa Lauanny Nunes Santos

AMOR EM TINTAS DE UMA CANETA

Tu,

que me enrosca na sola dos dedos e me pendura na nuca
Onde
vive?         Onde foi morar?       Quem
te procuras?    Para que tanto interesse em falas suas?
E para onde vai o seu olhar?   Olhar esse que me corta
                 e joga os restos fora, como se
    não tivesse uma casa para voltar.         A viver sem ti,
que se foi.
De mim.             Deixando apenas uma flor morta,
         não viva,       de borracha.

          Que me enche de tinta de saudades de você .

Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.

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