Luana Peixoto
PING-PONG
paixão, salvo-conduto poético inaudita prece sem apelo descabido som predileto minou em mim anágua semântica antimatéria estrábica ambígua diáfana paixão, do joelho enfim de pé regular o tempo passa mas peito pede paixão, dor surda e dissonante do fundo de dentro e de onde ressoa na telepatia quântica que tenta tatear em meio a névoa áurica paixão, alquimia em olhares, quase um medo despontada penumbra na ponta do dedo do pé carrancudo sorriso rarefeito sonante lunático estado sadio, hermético e cinestésico paixão, sim, não, entre paixão, segunda língua que toca no peito sem dialética rasa dialeto implícito visceral metafísica tateante exegese a gênese e o fim paixão, calibre do ânimo gatilho do ímpeto labiríntica aporia inverso estado fásico manifesto congruente sistêmico e anti sintomático desvelo enredado e ponto.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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