Natália Alencar
OSTRA SISMO
A minha pele
Margeia o tempo
Olha tudo ao redor
Ressabiada
É que por dentro
Uma ostra danada
Murou um grande forte
Ganidos se ouve
Roendo a parede
Infiltrando o coração
Tudo que ela não toca
Orbita, em alarde, a sua solidão
Então ela grita
Um racho profundo
Nasce um rio
Abraçando o mundo
Ostra, sismo, comunhãoTexto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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