Silvana Brugni
AMOR PLATÔNICO
És fascínio, feitiço lançado em mim que meus poros aspiram, e inebria-me pelo ar. Enaltecida em perdição, qual alquimia sigo cega, lançando-me a paixão. Sem ousar te tocar, ao seu redor invisível pairo a dançar. Qual manto em espiral, esvoaçante, inefável pelo ar. És de forma tão ideal, qual perfeita escultura, feito pura inspiração de tudo que mais belo há! Penetro tua alma e sua aura resplandece, qual fogo que arde em luz. Desvaneço-me no seu ser, inalcançável, que me atrai e seduz. Malgrado nunca vieres a saber do quanto me cativou, e do quanto amei você, deixe que esse amor puro, platônico e louco, morrendo seja ao menos... sepultado em teu corpo!
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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