Sofia Lopes
ARIADNE
é rubro o fio que me ata ao reflexo fio diáfano inviolável que reescreve o tempo e o deita perante meus pés entalhes, trilhas que sigo contigo, instinto e ardor para traçar passos outros labirínticos, tortuosos, nossos. é rubro o sangue que me escorre as paredes sangue de corpo-bicho-mulher que verte, alma às mãos e se desfaz, água carmim na pele em flor de seus braços, cálices que transbordo e preencho, lar que habito, que me habita em igual medida.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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