O Amor é Um Grito · página 175

Cayle Angeline

Sem título

Minhas falhas entalam na garganta
Me interrogo... Conseguirei falar?
Tenho tentado dar tempo ao vento
Para que ele sopre por onde devemos ou não trilhar
Não me olhe com cara de quem ainda se espanta
Com a solidão que meu peito parece pulsar
Pois essa mesma melodia
Também teu peito canta
Não podemos nos sufocar
Pois os ventos da mudança
Me dizem que eu também tenho meu próprio tempo
Trazem consigo novas danças
Novas formas de lidar
Te escrevi um poema/esperança
Para que tudo não pudesse desandar
Para reescrever os caminho
O caos me enlouquece e essa também é minha fama
Não quero que meu silêncio nos rasgue
Pois sou onça-criança
A raiva mesmo que incomum a mim ainda me invade
Desculpa fazer alarde
Ainda sou poeta... Não estranha
Também sei que nunca aprendi a amar

Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.

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