O Amor é Um Grito · página 176

Márcia da Luz Leal

ETERNO AMOR

Expectativas ao céu se abrem e se dispersam.
Encontramo-las em cada poema, canção, até o último “amém”.
Eterno amor, ultrapassando estrelas e universo,
Ensina-nos que no deserto, o amor cresce, é eterno é diverso também.

Assim, como lendas da mitologia, vivamos a magia do amor,
Transpondo barreiras, perdurando no tempo, sem rancor.
Para sempre, infinito amor, nas asas do tempo a deslizar,
Na dança cósmica do universo, eternamente a brilhar.

Entre jardins floridos, segredos são revelados,
Enquanto os pássaros entoam cânticos apaixonados.
Nas margens do rio, a vida segue seu curso,
E o amor, como correnteza, nos envolve num tênue discurso.

Nos campos verdejantes, a primavera floresce,
E o perfume das rosas, em nossos corações se aquece.
Entre suspiros e sorrisos, o amor se faz poesia,
E nas entrelinhas do destino, escreve-se a nossa sinfonia.

Nas mãos da aurora, o sol rompe em calor,
Entre os raios dourados, dança a flor.
Na brisa suave, segredos são sussurrados,
E nos corações apaixonados, sonhos são desenhados.

Sob o céu estrelado, promessas são feitas,
E nas estrelas cadentes, sonhos se deleitam.
Na doçura do beijo, o mundo se dissolve,
E nos abraços do amor, a eternidade se resolve.

No encontro de almas, na troca de olhares profundos,
Entrelaçados aos mistérios do existir, tão fecundos.
Desvelando amores ancestrais, numa comoção etérea.
Sentimentos incrustados, que perpetuaram o mundo.

Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.

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