Débora Rubin
AMOR QUE É SILÊNCIO
Como se grita o amor proibido sabido, mas escondido, dos olhos de quem ama o amor alheio? Como se grita o amor que morre, que parte, vira vazio, luto e só deixa saudade? Como se grita o amor platônico, jamais descoberto por quem é amado, vivido pelo solitário em noites de angústia? E quando o amor é sintonia, doce, leve feito vento morno de fim de tarde, feito por dois, nas coisinhas pequenas dos dias? Aí não grite. É melhor não fazer alarde.
Texto publicado na antologia O Amor é Um Grito.
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